Registar
Uma senha ser-lhe-á enviada por correio electrónico.

Cristiano Ronaldo estreou as suas mais recentes chuteiras de assinatura no encontro da Liga dos Campeões diante do Borussia Dortmund, e logo com um “bis”. Nos dias seguintes, já em Madrid, o internacional apresentou-as ao ex-colega de equipa Rio Ferdinand, que visitou CR7 na sua própria casa.

Entre uma conversa sobre o que inspirou o design das mais recentes Nike Mercurial Superfly com o nome de Ronaldo e uma série de penáltis contra o filho de CR7, Cristiano JR, Rio Ferdinand aproveitou para por a conversa em dia com o dianteiro do Real Madrid e para revistar as memórias de quando o português chegou a Manchester, ainda “teenager”.

“Quando Cristiano chegou a Manchester, era muito tímido. Era muito novo, apenas 18 anos, mas assim que o vi jogar percebi que era diferente. O talento dele era inquestionável e estava à vista de todos”, afirmou Ferdinand.

“Com base apenas nas suas habilidades, todos os jogadores sabiam que ele tinha o potencial para ser o melhor do mundo. Mas tínhamos que questionar: ‘será que tem a mentalidade?’ Rapidamente percebemos que sim, que o Cristiano tinha a mentalidade. Era corajoso, e por corajoso quero dizer que queria sempre ter a bola. Quando levava porrada, levantava-se logo. Nunca se queixava. Os jogadores sabiam que ele tinha o potencial para ser o melhor do mundo”, adiantou o antigo internacional inglês, antes de admitir que foi o trabalho de CR7 que mais o impressionou.

“Foi a ética de trabalho dele e a paixão por querer sempre ser melhor que mais me impressionaram. Esse era o factor-x dele. Ele tinha todos os ingredientes – habilidade, mentalidade e foco – e quando os combinou tornou-se naquilo que é hoje. Chegou a Manchester em 2003 e era um ‘showman’. Queria entreter a plateia. Mas quando saiu em 2009 era um verdadeiro jogador. Queriam marcar e ganhar jogos primeiros e depois então brilhar para o público”, acrescentou.

“O normal para ele nos anos 2000 era 25/30 golos por época. Desde que chegou a Madrid esmagou essa meta. Agora marca mais de 50 golos em todas as competições. Embora esperássemos que ele fosse excelente, em termos de golos marcados, ele surpreendeu toda a gente. Agora o Cristiano é uma referência. Os jovens desta geração olham para ele como um Deus”.

Para Ferdinand a mentalidade ganhadora de Ronaldo e o esforço e o empenho que coloca em cada treino são trunfos que outros jovens craques da actualidade devem seguir. “Para os Mbappes, os Dembeles e os Rashfords deste mundo, o Cristiano é a inspiração e não há melhor exemplo do que ele. Têm um longo caminho até tentarem igualar o nível que ele definiu. Não é só o sucesso que tem dentro do campo, é a combinação disso e do que faz nos treinos. Não se pode ter uma ou a outra. Quando se combina isso e se junta a inteligência dele para o jogo, chegamos ao que vemos no Cristiano”, concluiu Rio.

Relacionado

Leave a Reply

Your email address will not be published.