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Milhares e milhares de pessoas encheram esta noite o estádio Atanasio Girardot, em Medellín, na Colômbia, naquele que seria o palco da primeira mão da final da Copa Sul-Americana entre o Atlético Nacional e a Chapecoense.

A cerimónia começou com 71 pombas a serem libertadas. Uma por cada vítima mortal do trágico acidente aéreo com o avião da companhia LaMia. E se o minuto de silêncio foi cumprido à risca, iluminado por velas e luzes de telemóveis. O que se seguiu foi uma amostra daquilo que o futebol é capaz.

Os adeptos colombianos começaram a cantar “vamos vamos Chape” e mostraram que cada um dos heróis que partiu jamais será esquecido.

No relvado, os jogadores do Atlético Nacional também faziam a sua homenagem, vestindo um uniforme preto e carregando flores. E mais do que um plantel de futebol, esta equipa de Medellín foi a voz e o corpo de todos os colombianos.

Por fim, uma palavra acerca do Atlético Nacional. Desde que esta trágica notícia se soube, o emblema colombiano teve um comportamento exímio. Primeiro, pedindo à CONMEBOL que declarasse a Chapecoense como vencedora do troféu. Depois, fazendo uma cerimónia de homenagem única, que certamente deixou orgulhosos familiares e amigos de quem perdeu a vida neste acidente. E recorde-se que tudo isto foi organizado em menos de 48 horas.

Fica para sempre esta atitude, este respeito e este carinho dos colombianos para com o povo brasileiro, porque muito antes de uma competição o futebol deve ser isto. Respeito e união.

Esta equipa da Chapecoense ficará para sempre gravada nas nossas memórias, por mais anos que passem. E essa é a melhor homenagem que podemos fazer a quem partiu. #ForçaChape

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